Então, meu blog, o Buzios Papers, será um modo - um caminho - de expor idéias, coisas que faço, impressões sobre o que está rolando pelaí, notícias que me balançam mais do que o normal, e de papear eletronicamente com os amigos... É isso aí. Agora, eu. Na Arte, faço de tudo um pouco: desenho, pinto, faço cerâmica. Cometo minhas poesias e contos. Sou tradutor de artigos científicos e livros da área médica. Fiz algumas exposições de cerâmica e desenhos no Rio de Janeiro, Niterói, Búzios, Rio das Ostras e São Paulo. Vivo aqui no paraíso de Búzios há sete anos... na Praia Rasa. Rubronegro doente. Amo o Rock Clássico. E o Carnaval. Um enorme orgulho profissional: ter sido Diretor Carnavalesco da Escola de Samba Combinados do Amor, a gloriosa agremiação do bairro do Caramujo, em Niterói... Meu bloco carnavalesco para sempre: "Filhos da Pauta", também de Niterói. Sou da noite, sou festeiro, e meu Triângulo das Bermudas é o eixo Rio - Niterói - Búzios. Objetivo maior: viver o momento presente, todos os momentos da minha vida.
INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA EM BÚZIOS Entrevista com
Bo Montenegro, cineasta
Fernando NaxcimentoNa foto: Fernando Naxcimento, Bo Montenegro, e Marcello Moraes
Foto de Gil Assis
Bo Montenegro, cineasta e produtor, diretor de “Buzioswood”, nos recebeu em sua casa para falar sobre indústria cinematográfica em nossa cidade. Participaram também dessa conversa Shana Genaro, produtora e fotógrafa de cinema, Gil Assis, da Takahouse e Marcello Moraes, artista plástico. Como a casa é de cineasta, a entrevista toda foi filmada, e será editada, constituindo um documento importante para o entrevistador e para o Jornal Primeira Hora. O filme “Buzioswood” terá seu lançamento no Festival de Cinema de Búzios, às 18:00, nos dias 25 e 26 de novembro, no Gran Cine Bardot.
Pergunta: Me interessa muito saber sobre o cineasta Bo Montenegro. E suas impressões sobre a platéia de cerca de 200 pessoas que compareceram no Pérola, semana passada, numa noite chuvosa e com várias festas rolando pela cidade, para assistir o making-of do “Buzioswood”. O que você faz, porque o cinema, porque o quixotismo todo da Buzioswood, e porque aqui em Búzios...
Bo Montenegro – Pergunta difícil... Morei nos EUA durante 20 anos, e Búzios me lembrava muito a Califórnia, essa coisa de praia, etc. Tentei reviver aquela coisa gostosa que vivi na infância. Vim de uma casa onde o cinema era apreciado extremamente, com um pequeno estúdio. Fui criado no meio do cinema. Tive uma carreira bastante rápida como ator no Tablado da Maria Clara Machado. Então, fui estudar cinema nos EUA. Me formei pela UCLA. Fiz também o Actor’s Studio, e aprecio demais a linha do Francis Ford Copolla e do Martin Scorcese. Estudei com pessoas ligadas a esses dois diretores, e também ao Robert Altman, diretor do clássico “M.A.S.H.”. Estudei direção de cena. Como sou fruto de “palco”, pra mim essa coisa de palco é muito levada a sério no ensino do cinema.
P – Aqui em Búzios, você não conhecia ninguém. E aí, em corte rápido, começa a fazer filmes. Sem grana, de repente você faz um projeto pioneiro. Me lembrei da “arte povera”, em que o diretor pega gente comum, sem experiência, e saem filmes. Com essa turma toda, como é que a coisa sai do plano onírico e entra para um produto acabado que pode virar uma marca para Búzios, uma indústria não-poluente e charmosa, com gente vivendo dela, com empregos, com empresas e prefeituras contratando filmes?
Bo Montenegro – A pergunta tem a ver com a magia. O primeiro contato real com o cinema é aquela coisa de pipoca na boca, o escurinho do cinema – o cinema apaixona, envolve. Sua pergunta carrega tudo o que representa minha idéia hoje. Assim, um dia cheguei para o Bebeto Karolla e seu grupo de teatro amador, e perguntei: “Vocês querem fazer cinema?”
(para o resto da entrevista, veja semana que vem no Jornal Primeira Hora.)
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